Colesterol alto na infância

Engana-se quem pensa que colesterol alto é um coisa ou problema de adultos. As crianças, assim como os estes, também podem apresentar colesterol alto. Em matéria de autoria da Dra. Fátima Fernandes, veiculada no blog Sabará Hospital Infantil (http://saudeinfantil.blog.br/2011/09/criancas-precisam-fazer-exames-periodicos-de-colesterol) a Dra Fátima lembra que há 15 anos atrás o exame não era prescrito para o paciente pediátrico, o que vem mudando ano a ano. A vida moderna, a alimentação nem sempre saudável, a falta de atividade física levaram os médicos e os nutricionistas a investigarem esse tipo de problema nessa faixa etária.

“É um mal silencioso, não apresenta sintomas e não acomete somente crianças acima do peso. Por isso os pais não percebem que a criança sofre de hipercolesterolemia, nível elevado de colesterol ruim (LDL) no sangue”, afirma a nutricionista Adriane  Alves Marchisete, do Hospital Infantil Sabará em matéria vinculada no blog do Hospital Infantil Sabará.

Embora existam poucas pesquisas, acredita-se que cerca de 30% das crianças brasileiras tenham colesterol elevado. Além da genética, o problema está relacionado à dieta inadequada e ao sedentarismo. Também se pode sinalizar para outras doenças como disfunções na tireóide e diabetes.

“E, como hoje a ciência sabe que é possível encontrar depósitos desse tipo de gordura nas artérias dos pequenos, o que aumenta as chances de problemas cardiovasculares no futuro, todo o cuidado é necessário”, alerta a nutricionista.

As bolachas recheadas, os salgados fritos, sorvetes, leite integral e derivados, embutidos (presunto, salame), gema do ovo e as carnes vermelhas gordas ainda fazem parte do consumo diário das crianças. Apesar de algumas escolas abolirem as coxinhas, batatas fritas e outras guloseimas de suas cantinas, muitas crianças ainda resistem à idéia. Driblam os pais, por exemplo, fazendo troca de lanches com os colegas.”

Para tranquilidade dos pais, estudo do recente do Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos, publicado na Pediatrics, revelou que dieta restritiva e prática regular de atividade física são eficientes no controle da doença, ou seja, fazem com que as taxas de colesterol abaixem sem que seja necessário recorrer à medicação.

Uma crianças, sem níveis alterados de colesterol, podem consumir 300 miligramas de gorduras por dia. Para se ter uma idéia, um ovo tem 274 mg, 1 bife de picanha de 100g, 100 mg.

Os pais, porém, devem procurar ajuda profissional para estabelecer um cardápio ideal para aqueles pacientes com hipercolesterolemia. “A dieta hipolipídica radical pode comprometer o desenvolvimento da criança. O sistema central, por exemplo, requer alto consumo de gorduras para se desenvolver”, lembra Marchisete.
Em crianças, o LDL deve estar abaixo de 170 mg/dL, e o HDL acima de 35 mg/dL. Para avaliar essa taxa, basta um exame de sangue.  De acordo com os pediatras,  a partir dos 4 anos deve-se realizar o exame a cada cinco anos. Já aquelas cujos pais apresentam colesterol alto antes dos 40 anos precisam checar anualmente. Já crianças obesas necessitam submeter-se ao exame a cada seis meses. * (Foto Danone Baby)

Autor: Dr. Antonio Fernandes Filho